terça-feira, 12 de agosto de 2008

Férias

Bom, infelizmente, por problemas pessoais não explicados (frescura, notas baixas, restrições de acesso à internet, preguiça), o Renan Ronchi, fundador deste blog disse que teria que se retirar por um tempo indefinido daqui. Como eu também não tenho tempo para manter esse blog sozinho, venho aqui avisá-los de que o NBA Champions entra em férias a partir de hoje, por tempo indeterminado, mas que estaremos de volta assim que nos for possível.

Pedimos desculpas aos leitores e um pouco de paciência também, mas já já as coisas dever se resolver.

Obrigado a todos que suportaram esse blog por tanto tempo, e um até logo (sem saber muito bem quando será esse "logo")!!

domingo, 10 de agosto de 2008

Vídeos - Nem sempre temos heróis


Ah, as Olimpíadas... os povos juntos, sem preconceito, com o ideal de amizade na cabeça. Tudo em paz, tudo lindo, perfeito, e todo mundo fingindo que o ideal é competir e que está satisfeito de perder se conseguiu dar o seu máximo (o cara deu o máximo e perder, não é lá grande coisa...).
No campo do basquete, a maioria dos times tem algum jogador da NBA. Tem de vários tipos: o jogador que é estrela na NBA e no seu time, o que é médio (ou nem isso) na liga e lidera seu time, e os que são só uns role players melhorzinhos na seleção assim como na liga. Isso até mostra como o basquete europeu cresceu, pois os jogadores que jogam em times europeus já até conseguem ser melhores do que alguns que jogam nos EUA.
Mas em geral, os jogadores da NBA são tidos como líderes de seus times nacionais. Dos líderes, nós geralmente esperamos liderança, competitividade, um lado psicológico (ou psiquiátrico) bem forte, alguém que controla suas emoções, que pensa direitinho quando todo mundo já está mais que desesperado e torcendo pro jogo acabar (ganhando ou perdendo), um cara que não falha nos momentos decisivos e mesmo assim consegue ter fair play (não que este último seja lá tão essencial).
E para ser bem chato e acabar com essa pose deles, eu separei alguns vídeos desses líderes batendo, apanhando, errando... fazendo tudo aquilo que não era esperado deles. Divirtam-se.

O primeiro vídeo, é da estrela da Alemanha contra a estrela da Rússia; olha a falta de noção do Nowitski só porque viu que ia perder a viagem...






O segundo eu tenho certeza que todos já viram, mas ele aparece aqui só para constatar que o russo com cara de doido é bonzinho e só apanha mesmo.






Agora Dirk é humilhado com pseudo-tapas de David West, um ótimo jogador, mas que não tem fama nenhuma, então o alemão ficou sem moral mesmo...






Agora um confronto que acabou de acontecer, Kobe contra Yao, e o chinês se sentindo pequenininho...






Como eu enchi a bola do Kobe com essa enterrada, agora eu coloco ele lá embaixo... Na minha primeira coluna aqui eu coloquei um vídeo de 8 minutos do cara matando tudo no último segundo, então agora eu resolvi postar umas tremidinhas bizarras que ele já deu... pena que tinha um vídeo com umas 30 bolas dessas mas parece não estar no youtube mais...






LeBron agora dá um airball de lance livre. Acontece? Bom, ele já deu uns 5...






Aqui a qualidade está ruim, o vídeo de qualidade boa deve ter sido tirado do youtube. Mas olha a pontaria do neo-alemão Chris Kaman...






Agora, para ver que Yao realmente se adaptou à vida americana e está todo desinibido em frente às câmeras de TV, ele fala aquela palavrinha básica que todo mundo aprende do Inglês.






E esse é o clássico toco da mini pessoa Nate Robinson sobre a muralha da China.






Jason Kidd deixa toda a educação e etiqueta necessária aos grande líderes mundiais e mostra grande apreço a Pargo.






Bom, eu já comecei a ficar com dó de mostrar os podres dessas grandes estrelas... afinal, eles não deixam de ser humanos só porque ganham 20 milhões de dólares para colocar uma bola dentro dum círculo conhecido como aro...
Vida injusta viu...
Esperto que tenham gostado, e até Domingo que vem.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Quanto vale um jogador?

LeBron precisa de um quarto maior..

É brincadeira. Não acreditei quando li a notícia. Um torcedor do Cavaliers disse que era uma brincadeira feita pelo próprio LeBron e que o mesmo está se divertindo demais com esses rumores de 2010 sendo que ainda estamos em 2008. Mas tudo bem. Vamos recapitular os fatos, antes de mais nada.

LeBron ainda tem um salário de merda. Não que 14 milhões sejam uma merda, mas numa era em que Nenê ganha 10 e o Marbury ganha 21, 14 milhões pro LeBron é bagatela. Seu contrato expira em 2010 e de fato ele receberá muitas propostas além de um contrato de, no mínimo, 20 milhões por temporada. Até aqui tudo bem. Os contratos e os rumores foram subindo. 22 milhões, New York Knicks, 23 milhões no Nets, até chegar ao ponto de 25 milhões. Isso, por uma única temporada, já é o suficiente pra ele se tornar um milionário mala estilo Shaquille O'Neal, que aparece em eventos com aquelas roupas ridículas e tudo o mais. Mas o pior vem agora.

A Europa tem “fisgado” muitos jogadores da liga. Kristic, Garbajosa, Delfino, Childress, e o último da lista foi Earl Boykins, agora o baixinho mais rico da Itália. Agora LeBron, recentemente fuxicado pelo Olympiakos, disse que aceitaria jogar na Europa se recebesse 50 milhões por ANO. Porra, 50% das pessoas no Brasil não receberiam isso em uma VIDA, e o cara vai ganhar 50 milhões por temporada?! Isso é absurdo. Completamente absurdo.

Só pensar comigo. Se um cara tem dinheiro pra pagar 50 milhões pro LeBron, não é mais viável tirar logo o Big Three do Celtics? Garnett, Ray Ray e Pierce. Mais econômico e que renderia mais títulos. Ou ainda Chris Paul, Kobe e Duncan. Ou ainda o USA Team completo. Ou ainda a disneylândia repleta de Mickeys e Patetas pra servirem de mascote, mas 50 milhões pelo LEBRON?! Faça-me o favor.

O que você acha disso? Absurdo? Piada? Acha Deus injusto e quer tirar satisfação? Dê a sua opinião na caixinha. Aproveitando a deixa, a Adidas Nations ofereceu um jogo beneficiente entre alguns atletas sub 18 da américa com participação de Raymond Felton e Antawn Jamison. Sabe, sempre achei besteira o pessoal dizendo que “esse era o ano que Felton ia explodir”, pois sempre achei ele bem meia boca, mas sabe o que eu descobri? Perto de jogadores 10 vezes pior do que você, você vira um Jordan facinho. Até a próxima e comentem!

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Estrangeiros na NBA - Os brasileiros


Há apenas dois dias da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim, vamos falar daqueles que não estarão na disputa do torneio. O Brasil será o centro das atenções hoje nessa coluna. Iremos, cronologicamente, lembrar de como eles foram aparecendo na liga e, por consequência, nos dando esperança de dias melhores para a nossa seleção.

Já em 2002, a situação do Brasil no cenário do basquete internacional era preocupante, pois, já naquela época, nossa seleção parecia não ter forças para enfrentar as principais potências do mundo. Enquanto isso, nos Estados Unidos, no Draft daquele mesmo ano, o New York Knicks, com a sétima escolha, selecionou Nenê Hilário, que seria o primeiro brasileiro a jogar uma temporada completa na NBA. Aquilo foi um grande acontecimento. Para se ter idéia, Nenê foi escolhido antes do que jogadores como Amare Stoudamire, Caron Butler, Tayshaun Prince e Carlos Boozer.

Na mesma noite, a direção do Knicks decidiu negociar a sua escolha, junto com o pivô Marcus Camby, com o Denver Nuggets, em troca de Antonio McDyess. Para Nenê, era o lugar perfeito para iniciar a sua trajetória na liga: com pouca pressão nos seus ombros. Com a contusão de Camby, o brasileiro assumiu a vaga de center no quinteto inicial da equipe. Em seu primeiro ano, atuou em 80 partidas e teve médias de 10.5 pontos e 6.1 rebotes por jogo. Disputou o jogo dos novatos no All-Star Game de 2003. Era uma promessa, sem dúvidas. Certa vez, Dirk Nowitzki deu uma entrevista à ESPN Brasil e declarou que Nenê tinha tudo para se tornar uma das estrelas da liga.

Mas o Denver, que era uma equipe muito fraca, foi se fortalecendo. Com a chegada de Carmelo Anthony através do Draft de 2003, Nenê aumentou um pouco as suas médias no seu segundo ano e o Nuggets chegou aos playoffs. Logo a partir da sua terceira temporada, Nenê passou a perder parte da sua importância para a equipe. Muito se deve às contusões e à contratação de Kenyon Martin, que deixou o brasileiro no banco de reservas. Somando as últimas três temporadas, Nenê jogou apenas 81 partidas. É claro que a batalha contra o câncer durante o último ano contribui muito com o seu grande tempo afastado das quadras e, consequentemente, com o estacionamento da sua evolução como jogador dentro da liga.

Um ano após a entrada de Nenê, foi a vez de Leandrinho Barbosa ser selecionado no final do Draft de 2003. Foi escolhido pelo San Antonio Spurs, mas foi trocado com o Phoenix Suns na mesma noite. E foi no time de Arizona que o jogador construiu a sua história. A princípio, amargou a reserva de Stephon Marbury. Quase nunca entrava em quadra, até uma negociação mudar o seu destino.

A negociação envolveu o seu grande amigo e titular absoluto da equipe Stephon Marbury, que foi para o New York Knicks. Howard Eisley, que também estava envolvido na troca, seria o titular. Mas a transação ocorreu no meio da temporada. E em uma partida contra o Chicago Bulls, o então técnico do Suns Mike D'Antoni não tinha muitas opções no elenco. Ainda não podia contar com os novos reforços. Leandrinho foi escalado como titular naquele embate. Sua ótima apresentação convenceu o treinador, que deixou o veterano Eisley como opção no banco de reservas.

Com a chegada de Steve Nash, Barbosa voltou à condição de reserva. Mas como já tinha certa confiança de D'Antoni, entrava cada vez mais nas partidas. Agradava tanto a comissão técnica que foi deslocado para a posição 2, para assim não precisar entrar em quadra apenas quando Nash tivesse cansado. Cada vez mais Leandrinho foi se firmando como peça importante na rotação do Phoenix Suns. Com sua velocidade e habilidade nos arremessos de média e longa distância, adaptou-se ao estilo de jogo que D'Antoni empregava na equipe: o Run and Gun. Na temporada 2006-07, venceu o prêmio de melhor sexto homem. É um dos grandes pontuadores da sua equipe. Tornou-se peça de fundamental importância para o time, conbiçado também por algumas outras franquias.

Alex Garcia, após impressionar Gregg Popovich em uma partida contra os Estados Unidos, foi contratado pelo San Antonio Spurs em 2003. Infelizmente, sofreu muito com seguidas contusões. Não teve uma oportunidade concreta de jogar. Teve também uma passagem-relâmpago pelo New Orleans Hornets. Mas, novamente, sofreu com lesões e deixou a NBA.

Em 2004, pela primeira vez na história, dois brasileiros tiveram seus nomes chamados na noite do Draft. O Toronto Raptors, com a oitava escolha, selecionou Rafael "Baby" Araújo, pivô que vinha de BYU. E Anderson Varejão foi recrutado pelo Orlando Magic no início do segundo round, mas foi negociado com o Cleveland Cavaliers. Ao fim daquela noite, muitos brasileiros que acompanhavam a cerimônia imaginavam como seria o futuro quinteto titular da seleção brasileira, já que haviam cinco representantes no melhor basquete do mundo. O futuro nunca pareceu tão promissor. De fato, a situação toda permitia com que tivéssemos esse tipo de pensamento.

Mas a trajetória de Baby foi apagadíssima. Em duas temporadas com o time canadense, não era nem de longe um titular absoluto, muito pelo contrário: atuava cerca de 15 minutos por jogo apenas, com médias que não ultrapassavam os 3.3 pontos e 3.1 rebotes por partida. Foi para o Utah Jazz e, mesmo nas mãos de Jerry Sloan, não conseguiu desenvolver o seu jogo. Após três temporadas, Baby se despedia da NBA e entrava para a história como uma daquelas péssimas escolhas de primeiro round nos Drafts.

Já Varejão teve uma história semelhante à de Leandrinho. Começou sem muito espaço no Cavaliers, mas foi agarrando as oportunidades que apareciam. Sua garra fora do comum e a grande aptidão defensiva fizeram com que Anderson caísse nas graças não só de seu técnico, mas também de sua torcida. Com exceção de Lebron James, Varejão é o jogador que mais vende camisas da sua equipe. Na Quicken Loans Arena, ginásio dos Cavaliers, a torcida compra perucas do Wild Thing - apelido que ganhou nos EUA - para assistir os jogos. Está bem longe de ser um dos grandes craques da NBA, mas é um jogador importante na rotação da sua equipe, muito útil defensivamente e um bom reboteiro. Quando requisitado, corresponde à altura do que se espera dele.

Marcus Vinícius também já esteve na NBA, mas sua trajetória se assemelha a de Rafael Araújo. Com pouco espaço, não deixou saudades no New Orleans Hornets, onde jogou 27 partidas ao longo de duas temporadas. Nesse ano, logo que chegou ao Memphis Grizzlies através de uma troca, foi dispensado. Não voltou mais à atuar na liga depois disso.

Ao longo dos últimos seis anos, colecionamos alguns sonhos, especialmente quando vimos alguns de nossos jogadores entrarem na melhor liga de basquete do mundo - isso sem falar naqueles que eram contratados por equipes européias. Especialmente quando Varejão e Baby entraram na liga, ao mesmo tempo em que Leandrinho ganhava destaque e Nenê era tido como uma grande promessa, muitos esperavam ansiosamente por um futuro esperançoso do nosso basquete. Entretanto, o progresso parou por aí. A Confederação Brasileira continuou a fazer o que sempre fez: nada. E alguns daqueles que estavam na NBA acabaram deixando a liga por deficiência.

Seis brasileiros estiveram na liga, mas hoje restam apenas três: Nenê, Leandrinho e Varejão. O primeiro, mesmo com um início de carreira muito promissor, ainda procura se firmar e voltar à evolução que vinha apresentando nos primeiros anos de carreira. E, após ter vencido a batalha pela vida no ano passado, terá condições de retomar seu caminho. Já os outros dois conquistaram seus espaços e dificilmente serão mais do que são hoje: bons reservas.

Na nossa primeira coluna, falamos sobre os argentinos e relacionamos o sucesso de seus atletas na NBA com o sucesso da seleção. A Argentina é a atual campeã olímpica e uma das poucas seleções no mundo capaz de enfrentar os americanos e os fazer com que eles se sintam ameaçados. Andrés Nocioni, Fabricio Oberto e Luis Scola chegaram na NBA e se estabeleceram em suas equipes. Walter Herrmann, mesmo com pouco tempo de quadra devido à grande concorrência no Detroit Pistons, assinou um novo contrato com a equipe. Carlos Delfino nunca foi um jogador que chamasse a atenção dentro da NBA, mas tanto no Pistons como no Toronto Raptors, tinha lá o seu papel vindo do banco de reservas e o desempenhava muito bem. Entretanto, com proposta financeiramente melhor, foi para a Europa. Por fim, Manu Ginóbili é gênio. Sua nacionalidade é como se fosse um detalhe perto do seu brilhantismo: não é um argentino dentro da NBA, é um grande jogador que nasceu na Argentina.

Talvez a ausência de um jogador decisivo, algo como Manu é para a Argentina, possa explicar alguns fracassos brasileiros. Ou então o número inferior de jogadores bem estabelecidos possa explicar parte da nossa inferioridade. Jonathan Tavernari, possivelmente, será mais um futuro representante do nosso basquete na NBA. Mas não é certo, não é lógico e não é justo colocarmos todas as nossas fichas nele. O que nós precisamos não é de um jogador como ele, e sim de mais jogadores como ele. Necessitamos de mais qualidade e, ao mesmo tempo, de mais quantidade.

Como se não bastasse tanta diferença entre a recente história de sucesso do basquete argentino com a do brasileiro, existe uma que, no momento, é a maior de todas. Ginóbili, Nocioni, Oberto, Scola e Herrmann também estão na NBA. Mas nenhum deles nunca se recusou a representar o seu país.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Team USA - 2008 - A volta da supremacia?

"Olha isso!".... Essa é velha hein Kobe!

Olá amigos leitores, estou aqui para iniciar uma nova coluna no blog, chamada Team USA. A coluna consistirá em analisar os selecionados americanos de diversos anos diferente, tenham sido eles vencedores ou perdedores, de olimpíadas ou mundiais, tanto faz. O Dream Team de 1992 não será citado nessa coluna. "Nossa meu deus mas por que?" você deve estar se perguntando. Eu explico. O Dream Team de 92 é de uma importância suprema e uma mera coluna é pouco pra ele, então ele possui um artigo especial só para ele. Egoísmo? Talvez, mas aquele time era fantástico e merece exclusividade. Caso queiram ler sobre ele, não sejam preguiçosos, aqui do lado na parte de artigos especiais você encontra o link para o artigo da equipe americana de 92.

Então vamos começar a primeira análise desta coluna, e não se fala de outra coisa atualmente a não ser as Olimpíadas de Pequim (ou Beijing como alguns preferem), então nada melhor do que falar da seleção atual oras, a equipe que tentará recuperar o prestígio e a supremacia dos americanos perdida nos últimos anos (leia-se Olimpíadas 2004 e Mundial de 2006).

Vocês já devem estar saturados de tanto ouvir falar deles, então vou tentar não ser repetitivo e vou analisar o papel que cada um tem dentro da seleção. A equipe titular tem na armação Jason Kidd e Kobe Bryant, nas alas Lebron James e Carmelo Anthony e como pivô Dwight Howard, e é por eles que eu começo esta análise.

Jason Kidd - Mesmo velho ainda está lá na seleção e não é a toa. Sua experiência e capacidade de organizar o time em quadra são tão importantes que ele não poderia deixar de estar ali. Seu papel basicamente é levar a bola e tocar para o Kobe, Lebron ou o Carmelo. Arremesar e fazer cestas? Isso é só para os fracos, já tem muita gente lá pra fazer isso e o Kidd está lá pra ter pelo menos um que passe a bola. E cá entre nós, em um time cheio de fominhas como Kobe, Lebron e Carmelo, seria complicado se o armador fosse o Arenas por exemplo, que se vier na mão dele ele arremessa a até a própria mãe. Então Kidd é o cara certo para estar lá.

Kobe Bryant - Ah, o MVP da NBA, não poderia faltar de maneira alguma. Mesmo jogando com nove dedos, já que está com o dedo minímo de uma das mãos quebrado (será que ele vai amputar o dedo? Dai ele já poderá ser Presidente do Brasil um dia), ele adiou a cirurgia para jogar as Olimpíadas, o que ilustra a determinação que os americanos vão para esses jogos. Kobe, embora seja importante na seleção, ainda precisa entender que ele não está no Lakers e ele não está sozinho, tem mais gente boa ao lado dele, resumindo precisa tocar a bola de vez em quando.

Lebron James - O fenômeno Lebron, deve estar maravilhado por jogar em um time que ele não precisa fazer tudo sozinho, na seleção tem gente boa para o ajudar, não é fantástico? Pra quem tá acostuma a jogar praticamente sozinho no Cleveland, deve estar sendo uma experiência inesquecível. Ao lado de Kidd e Kobe, Lebron forma o perímetro da equipe, um perímetro de dar medo. O Lebron nessa seleção será uma espécie de um "quebra-galho", aquele cara que pode fazer de tudo um pouco se precisar, armar o jogo as vezes, arremessar uma bolinhas, pegar uns rebotes, enterrar na cabeça de uns grandalhões gringos, embora ele não tenha obrigação de nada, porque se ele não fizer, outros farão. É meio confuso, mas ele é um jogador completo, pode fazer de tudo, mas se não fizer alguma coisa, terá alguém para fazer no time. O que ele terá de fazer mesmo é marcar, já que o Carmelo acha que defender é coisa de criança mimada, então o Lebron vai ter que se desdobrar pra marcar o dele e o do Melo também.

Carmelo Anthony - Você pode achar estranho o Carmelo de titular na posição 4, mas ele é tão bom jogando nas regras FIBA que ele simplesmente não pode ficar fora desse time, então tinham que arrumar um lugar pra ele e arrumaram! Carmelo é o melhor jogador americano no estilo FIBA, então não se espantem se Melo for o cestinha americano e não Lebron ou Kobe como era de se esperar. Carmelo tem um ótimo jogo de costas pra cesta, excelente arremesso de média distância e na linha de 3 da FIBA (que é mais próxima que a da NBA) é mortal. Embora seu físico não seja o ideal para a posição 4 na NBA, na FIBA ele pode jogar tranquilamente ali, já que as outras seleções não costumam ter aqueles brutamontes enormes como na NBA. O problema é fazer o Carmelo defender, isso será um problema, mas quem sabe uma lavagem cerebral pelo menos o faça erguer os braços no campo defensivo?

Dwight Howard - Ele está lá pra pegar rebotes, dar tocos e enterrar na cabeça dos pivôs adversários. Apesar de não ser muito acionado no ataque terá importância crucial na defesa. É até estranho você ter um super-pivô como o super-homem e não acioná-lo no ataque, mas em um time que tem Kobe, Lebron e Carmelo juntos dá pra entender porque a bola não chega, ela vira arremesso antes de o coitado do pivô tocar na bola. Outra coisa importante, Howard é o único pivô de ofício nessa seleção, então tem que tomar cuidado com as faltas para não comprometer toda a equipe.

Agora que eu falei dos titulares agora vou falar rapidamente dos reservas. Apesar de ser um pouco estranho chamar caras como Chris Paul, Deron Willians e Chris Bosh de reservas. Não sei com quem começar a escrever, então será por ordem alfabética mesmo...

Carlos Boozer - Joga pouco tempo, fica mais sentado no banco que qualquer outra coisa. Mas afinal alguém precisa passar o gatorade não é verdade? Mas fato é que ele poderia entrar um pouco mais já que os EUA tem poucos jogadores de ofício pro garrafão. Mas um cara com um arremesso tão esquisito tem que ficar no banco mesmo e pronto.

Chris Bosh - Um reserva pro garrafão deve ser tratado como uma jóia valiosa. Bosh vai reclamar um pouco já que terá que jogar de pivô algumas vezes embora ele já tenha declarado que não gosta de jogar como um center. Será importante para não sobrecarregar Howard e para substituir Melo caso pegue uma dupla de garrafão muito forte ou muito alta.

Chris Paul - Ganhou a vaga na lista de convocados que vinha sendo de Billups. Mas fez por merecer, jogou muitíssimo bem na última temporada pelo Hornets. Quando o Kidd cansar (o que não deve demorar já que velhos cansam rápido), Paul disputará os minutos em quadra com Deron (até nisso os dois são rivais, impressionante).

Deron Willians - Seu estilo de jogo mais cadenciado e mais voltado ao jogo de meia-quadra, pode ser importante quando os EUA enfrentar seleções que jogam fechadas e com defesas fortes como a Grécia por exemplo.

Dwayne Wade - Reserva de luxo do Kobe. Joga muito bem sob as regras FIBA. Será peça importante vindo do banco para, entrando no lugar do Kobe se ele estiver muito fominha e jogando mal, e também para o Kobe descansar as vezesm afinal ninguém é de ferro.

Michael Redd - Sua função é entrar, arremesar de 3, tirar o time do sufoco e voltar pra deixar o banco quentinho denovo.

Tayshaun Prince - Defender é a palavra de ordem. Pode entrar no lugar do Lebron ou as vezes no lugar do Carmelo, afinal de contas precisam defender de vez em quando só para quebrar a rotina.

A comissão técnica é formada por Mike Krzyzewski e seus assistentes técnicos: Mike D'Antoni, Jim Boeheim, Nate McMillan.

Mike Krzyzewski, conhecido também por "Coach K", tem 61 anos, embora as aplicações de botox faça parecer menos. É técnico universitário a mais de 30 anos, e comanda a equipe de Duke desde 1980. Já ganhou 3 títulos universitários e diversos prêmios pessoais, entre eles foi nomeado em 2001 para o Hall Of Fame do basquete. É gabaritado para estar na posição que está, embora nunca tenha sido técnico na NBA, ele diz que não estar na NBA o ajuda no comando da seleção. "Coach K" é técnico da seleção americana desde de 26 de outubro de 2005. Ser técnico da seleção americana de basquete deve ser moleza! Tantos bons jogadores e você pode escolher quem quiser. Mas não é tão fácil, é como ser técnico da seleção brasileira de futebol, uma baita pressão, todos estão de olho em você, você precisa lidar com o ego dos jogadores, convencê-los a passar a bola, não é tão fácil quanto parece.

Os assistentes... bom são só assistentes mesmo, quem se importa com eles? Se você quiser saber mais sobre eles, o google e a wikipedia estão ai justamente para isso!

O meu parecer final sobre este selecionado é que eles tem tudo para retomar a supremacia perdida nos últimos anos. A seleção é muito forte, conta com os melhores jogadores do mundo sem dúvida, tem uma boa comissão técnica, e o principal, os jogadores estão com disposição e vontade de vencer. E quando se junta os melhores jogadores do mundo com disposição e vontade de vencer fica difícil parar este time. O ouro nos Jogos Olimpicos que estão prestes a começar parece iminente.

domingo, 3 de agosto de 2008

Batalhas Históricas - Los Angeles Lakers x Detroit Pistons

Ahh, os velhos tempos..

No ano de 1987, após o quarto título do Lakers pelas mãos de Magic Johnson e Kareem Abdul-Jabbar, Pat Riley falou algo que causou polêmica pelos Estados Unidos. Ele prometeu, na festa de despedida, que iria ganhar no ano seguinte e levar o bicampeonato para casa. Havia 19 anos que ninguém fazia isso e portanto essa frase foi muito discutida. O Boston Celtics, com a contusão de Larry Bird, já não vinha tão forte quanto deveria (apesar de continuar como favorito) e o técnico do Dallas Mavericks disse que o Lakers e o Celtics deveriam abrir caminho para o Dallas Mavericks e algum time do leste, pois sua época já terminou. Dentre tantas declarações polêmicas, aqui está uma das finais mais emocionantes de todos os tempos e que poucos acompanharam, mas que até hoje é lembrada como uma das melhores finais de todos os tempos.

O Lakers não vinha de um playoff agradável. O time passou pelo Spurs sem problemas, mas vinha de séries de 7 jogos contra o Utah Jazz e o próprio Dallas Mavericks. O Pistons, por sua vez, passou com muita dificuldade sobre o machucado Boston Celtics, mas não teve tantos problemas contra o Bulls e o Washington. Apesar disso, o Lakers ainda era o favorito absoluto, pois era veterano na final, enquanto o Detroit era um mero rookie. Porém, a série não começou como aparentava ser, pelo menos para a maioria.

Adrian Dantley começou arrebentando. Eu também não sabia que ele era tão bom quanto Isiah ou Dumars, mas ele era. Fazendo cestas de todos os cantos da quadra, Dantley e o Pistons impôs o seu ritmo diante do Lakers, que não estava aguentando a pressão. Uma cena engraçada e que provavelmente mostrou quem seria o vencedor foi ainda no segundo quarto. Faltando 4 minutos para o half time, o time vencia por 11 pontos. Bill Laimbeer chutou de 3 pontos e aumentou para 14. Logo em seguida, Isiah roubou a bola e levou para 17. Aquilo foi mais do que suficiente para provar que o Lakers não teria condições de aumentar o seu ritmo de jogo e ganhar a primeira partida. O Pistons roubava o mando de quadra vencendo o jogo 1 fora de casa.

Os problemas do Lakers não terminaram e o jogo 2 começou complicado antes mesmo do juiz soltar a bola. Além da pressão que o time sofria por estar perdendo mesmo tendo o mando de quadra, Magic estava combatendo uma gripe e sua presença era incerta. Mesmo assim, ele apareceu e dessa vez a coisa seria diferente. O time focou uma marcação pesada em Adrian Dantley com A.C. Green, e mesmo com os bad boys dominando o garrafão o Lakers continuou jogando mais para dentro, com James Worthy comandando o time. No último quarto, uma nova surpresa: O Pistons fez uma série de 17-5 e empatou o jogo em 80. Mas os maiores heróis da história do Lakers ainda não haviam mostrado tudo o que sabiam. Magic havia superado a gripe e o ataque foi focado em Kareem Abdul-Jabbar, que mesmo sendo mandado para a fileira VIP toda hora por Bill Laimbeer salvou novamente o Lakers com seus skyhooks, que venceria o jogo e iria para Detroit empatado em 1 a 1.

Na terra onde Magic Johnson nasceu, o mesmo provaria que não seria tão fácil para eles apesar dos 39 mil fãs lotando o ginásio no jogo 3. Com seus passes espetaculares, Magic e o Lakers não deixaram o Pistons reagir. O jogo se tornou rapidamente um duelo entre Isiah Thomas e Magic Johnson, mas no terceiro quarto foi a vez de James Worthy dominar. Marcando os primeiros 8 pontos do tempo, Worthy e o contra ataque devastador do Lakers recuperou o mando ao vencer sem problemas o jogo fora de casa, calando a torcida de Detroit assim como sua torcida foi calada no jogo 1. Talvez por isso o Lakers tenha sido tão bom. Times com muitas estrelas existiram em montes, mas times que todas as estrelas puxam a responsabilidade quando necessário? Isso é raro.

O Pistons assumiria uma nova estratégia e o jogo 4 colocaria os nervos de todos à flor da pele. Não sabe por que o apelido desse time era bad boys? Veja esse jogo e saberá porque. O time apelou mais na pancadaria do que o Knicks contra o Bulls. O jogo físico do Pistons gerou pancadaria entre todo mundo. Dumars e Scott, Laimbeer e Abdul-Jabbar e até jogadores pacíficos e melhores amigos, Isiah e Magic quase saíram no tapa. Uma estratégia que ninguém coloca defeito, mas que se o Spurs o fizesse seria mais odiado do que já é. Isso foi suficiente para o time de Detroit ganhar os jogos 4 e 5 e ficar à apenas uma vitória do inédito título. Mas o sonho quase foi por água abaixo. Quase.

Em casa, o Lakers seria rejuvenecido e ganharia vida nova, isso o Detroit já sabia. O plano era segurar Magic, que com a pancadaria à solta estava liderando o Lakers em pontuação, já que Isiah era um franguinho perto do mesmo. Mas o Lakers focou o jogo em James Worthy, mantendo-se na liderança. No segundo quarto, Isiah Thomas se machucou. Isso foi suficiente para o coração de todos os torcedores do Detroit irem parar na boca. Sem Isiah, sem título. Era assim que funcionava. Mas Isiah surpreendeu a todos, voltou e ainda marcou heróicos 25 pontos no terceiro quarto. A 1 minuto do fim do jogo, o Pistons ganhava por 3 pontos. Byron Scott diminuiu para um. Laimbeer erra, Kareem pega o rebote, cava a falta e acerta os lances livres que vira o jogo. Dumars erra, e o jogo 7 era necessário.

Acho que o jogo 7 todos sabem o quão emocionante deve ser em uma final. Até mesmo times que nem atacam como Spurs e Pistons fizeram uma final emocionante. Mas o jogo foi incrível mesmo. Lakers começou lento, mas logo se recuperou. Isiah Thomas, apesar de todo ferrado, jogou e marcou Magic muito bem, mas o herói daquele jogo bem como MVP das finais foi, novamente, James Worthy. Com um triple-double, carregou o time nas costas no ataque, com Magic bem marcado e Kareem errando muito. Worthy manteu o time na liderança no quarto final por 4 pontos e garantiu a vitória em casa de 108 a 105, dando o décimo primeiro título para o time mais campeão da década de 80 e aqui acaba nossa análise. Espero que tenham aproveitado e pedimos desculpa pela escassez de posts no fim de semana. Espero que dessa vez o Spurs Brasil poste a parte 2 da história do San Antonio Spurs e continuem comentando. Até a próxima!

Vídeos – Always Look on the Bright Side of Life II


Aqui é a continuação dos vídeos da semana passada. Se você perdeu o espírito da coisa, aqui está o mesmo texto, só pra ver se você entende que a boa é dar risada das coisas ruins da vida, ainda mais se forem dos outros. Divirtam-se com os vídeos!

Seu time não ganhou na NBA porque praticamente ninguém aqui torce pro Boston Celtics (ou torcia, antes deste campeonato), a sua seleção não vai às Olimpíadas, o GM da sua equipe draftou um cara que ninguém nunca viu e você ficou com esperanças de ser um novo achado no draft, mas percebeu que foi só uma síndrome repentina de Isiah Thomas. Você torce pros Bucks, um grupo de veados de uma cidade que ninguém gosta; torce pros Knicks, um time que com o dinheiro que gasta podia ser campeão de tudo mas só perde; Torce pros Grizzlies, pros Thunder (no singular ainda, esse nome é feio pra burro), pros Sonics (que Sonics?), pros Pacers, Bobcats... na boa, que motivo te deixa feliz com NBA??

Na sua cidade não deve ter time de basquete profissional, e se tiver é um lixo, porque essa é a regra do Brasil. E sabe o que é pior? Mesmo esse time sendo um lixo, você nem deu conta de realizar seu sonho de ser jogador profissional de basquete... não se sinta mal não, eu também não daria; só tente esquecer que o moleque ali da esquina que você tanto ria porque era um grandão desengonçado que não pegava ninguém pode chegar à NBA e você não. Mas ele também não vai chegar, isso é para poucos.

Agora que você não deu conta de virar um atleta rico, fazendo o que você gosta até uns 30 e poucos anos e depois aposentando numa boa, tomando champagne e todo feliz com umas loirinhas cheias de amor pra dar, umas suecas bem peitudas, como diz o Renan, vai estudar moleque, porque é o único jeito de você casar com uma mina mais firmeza. É aquele negócio de quem gosta de homem bonito é torcedor dos Bucks, mulher gosta é de dinheiro (estou falando isso pra sua auto-estima mesmo, ou você se acha mais feio que o Kareem Abdul-Jabbar?). O jeito é aproveitar as minas que ainda não conheceram nenhum jogador da NBA, e voltando ao assunto, vai estudar!!! Ah, tinha vestibular agora né... e você descobriu que não passou onde queria? Fica assim também não, acontece nas melhores famílias, eu também não passei e arranjei uma namorada... Fim do ano tem mais vestibular.

Como diz o célebre grupo Monty Python, “always look on the bright side of life”, ou seja: sempre olhe para o lado brilhante da vida, pros pontos positivos que todos dizem pra você que existe quando você está na pior mas que você não consegue enxergar. Então, vamos rir um pouco, nada melhor do que perceber que não é só você que está no fundo do poço, ou como disse o Totti, “estava à beira do precipício e demos um passo a frente”, com uns vídeos engraçados ou curiosos sobre basquete, os famosos bloopers.


Olha porque não dá para ficar descontando sua raiva nas coisas...




Assistência não é o passe direto pra cesta? Odom Acha que não...




Depois o Kobe que é fominha…




Vince e sua excelente cesta invertida



Kobe e sua excelente cesta invertida [2]



Shaq dá mais medo do que um tsunami...



Funny Bloopers, uma coletânea engraçada de cagadas na NBA..



E a coluna vai ficando por aqui. Peço desculpas por demorar a postar, mas sou um idiota acéfalo que não sabe contar até 10. Até a próxima!